Citrus Research & Technology
https://citrusrt.ccsm.br/article/doi/10.4322/crt.23222
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Sensibilidade de Alternaria alternata, agente causal da mancha marrom de alternária a fungicidas do grupo químico das estrobilurinas

Sensibilidade de Alternaria alternata, agente causal da mancha marrom de alternária a fungicidas do grupo químico das estrobilurinas

Ana Luiza Martins Baraldi, Nadia Maria Poloni, João Alberto Fischer Filho, Fernanda Dias Pereira & Antônio de Góes

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Resumo

A mancha marrom de alternária (MMA), causada por Alternaria alternata, é uma importante doença fúngica de pomelos, tangores e tangerinas. No Brasil, especialmente no estado de São Paulo, essa doença foi um dos principais fatores pela redução da área de produção, de mais de 40% desde 2019. Para controle, devido à poucas opções de variedades resistentes ao patógeno e com características agronomicamente desejáveis, são necessárias de quatro a dez pulverizações com fungicidas, elevando significativamente o custo de produção. Dentre os fungicidas empregados, incluem-se os inibidores da quinona oxidase (QoI), cujos resultados, em diversos locais de cultivo, têm se mostrado aquém dos desejáveis. Nesse estudo, foi avaliada a sensibilidade de 7 isolados de A. alternata obtido de diversas regiões de cultivo dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a 0,5, 10, 25, 50, 75 e 100 µg mL-1 de azoxistrobina e 0.5, 1, 2.5, 5, 7.5 e 10 µg mL-1 de piraclostrobina, in vitro. Os fungicidas foram adicionados em meio de cultura BDA, e foi empregado o delineamento de blocos inteiramente casualizados, com quatro repetições. Os experimentos foram realizados em duplicatas, e a avaliação consistiu na determinação da inibição do crescimento micelial, comparado com a testemunha. Isolados de A. alternata com EC50 para azoxistrobina e piraclostrobina superiores a 5 ou 0,5 µg mL-1, respectivamente, foram considerados resistentes. Foi constatada a resistência de todos os isolados avaliados. Comparativamente, o nível de resistência foi mais elevado a azoxistrobina, sendo constatado crescimento micelial mesmo a 100 µg mL-1.

Palavras-chave

Alternaria alternata, Citrus reticulata, tangor Murcott, Inibidor da Quinona oxidase, QoI

Abstract

Alternaria brown spot (ABS) caused by Alternaria alternata, is an important fungal disease of pomelo, tangor and mandarin. In Brazil, especially in the state of São Paulo, this disease was one of the main factors for the reduction of the production area, of more than 40%. For control, due to the absence of genetic materials agronomically desirable and resistant to the pathogen, four to ten sprayings with fungicides are necessary, significantly increasing the production cost. Among the fungicides used, quinone oxidase (QoI) inhibitors are included, whose results, in several cultivation places, have been below the desirable ones. In this study, the sensitivity of 7 isolates of A. alternata obtained from different growing regions in the states of São Paulo, Minas Gerais and Rio de Janeiro, at 0.5, 10, 25, 50, 75 and 100 µg mL-1 of azoxystrobin and 0.5, 1, 2.5, 5, 7.5 and 10 µg mL-1 of pyraclostrobin, in vitro. The fungicides were added in PDA culture medium, and a completely randomized block design was used, with four replications. The experiments were carried out in duplicates, and the evaluation consisted of determining inhibition of mycelial growth compared to the control. Isolates of A. alternata with EC50 for azoxystrobin and pyraclostrobin greater than 5 or 0.5 µg mL-1, respectively, were considered resistant. The resistance of all the isolates evaluated was verified. Comparatively, the level of resistance was higher to azoxystrobin, with mycelial growth even at 100 µg mL-1.

Keywords

Alternaria alternata, Citrus reticulata, Murcott tangor, Inhibitor of Quinone oxidase, QoI.

Submitted date:
11/16/2021

Reviewed date:
05/19/2022

Accepted date:
07/12/2022

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